Entenda a alta do Ripple(XRP) e a alta do Bitcoin Cash(BCH) antes de seu fork

Alta do Ripple

A criptomoeda Ripple, subiu em torno de 14% em valorização nas últimas 24 horas. Seu valor foi de 0,47 centavos de dólar para 0,54.

O que estaria por trás dessa alta?

Na Conferência Econômica Global Islâmica de 2018, Dilip Rao, chefe global de infraestrutura da Ripple, anunciou os planos de expansão no Oriente Médio com a abertura de um escritório em Dubai, impulsionado pelo plano do governo dos Emirados Árabes de colocar as contas públicas em blockchain até 2020.

Além disso, ele também declarou que empresas em alguns países da região já testam ou utilizam algum dos produtos da Ripple, o xRapid e o xInstant, como é o caso de Arábia saudita, Kuwait, Bahrein e Omã.

Um dos principais motivos  para esta alta, também é a robusta parceria com o Santander, na qual o XRP é utilizado como suporte do aplicativo digital do banco.

A moeda chegou a bater 25 centavos de dólar em agosto e ainda não se sabe se ela vai manter o fôlego de alta. O que está certo é que ela veio de um período de consolidação na casa dos 45 centavos e conseguiu superar resistências importantes.

 

 

 

Alta do Bitcoin Cash

A moeda saiu da casa dos 420 dólares no dia 1 de novembro para a casa dos 600 dólares hoje, dia 6 de novembro. Sendo que apenas de sábado pra domingo, a moeda foi de 475 dólares para 575 dólares. Uma valorização de 40% nos últimos 6 dias.

O motivo desta alta seria o primeiro fork na cadeia do Bitcoin Cash.

Desde agosto de 2017, quando o Bitcoin cash nasceu de um fork do próprio Bitcoin, a equipe principal por trás do projeto tinha proposto um fork da moeda a cada 6 meses, caso houvesse um consenso.

Esse fork está servindo pra evidenciar também a centralização dessa moeda, assunto que já foi levantado neste vídeo:

Tudo começou quando o cliente mais usado do BCH, o Bitcoin ABC, e seu desenvolvedor Amaury Séchet, propuseram as implementações do fork de Novembro, previsto para o dia 15. Principalmente 2 implementações:

Um novo opcode chamado CHECK DATA SIG que melhora o script de BCH e permite a validação de mensagens fora da Blockchain. Isso permitirá o uso de oráculos e contratos cross-chain.

A introdução de transações canônicas. Que permitirá avanços significativos de escalabilidade.

Estas mudanças , na visão da ABC, preparariam o terreno para posteriormente haver transações sem moeda na rede, isto é, informações ou execuções de aplicações descentralizadas.

A equipe da ABC também quer deixar o tamanho do bloco como está, 32MB, mas a equipe da nChain não concorda. A Bitmain, principal mineradora da rede, está do lado da ABC.

Já a nChain, encabeçada pelo criptoespecialista Craig Wright, se opôs às implementações por dois motivos: Eles são contra a utilização do blockchain do BCH para transações sem moeda e também não acreditam nas transações canônicas.

A nChain conta com o apoio de uma das principais mineradoras do Bitcoin Cash, a CoinGeek, que por sua vez, quer o aumento do tamanho de bloco para 128 MB, 4 vezes maior que o tamanho atual.

Sendo assim, a nChain propôs o Bitcoin SV, sem essas implementações e com um maior tamanho de bloco.

Aproximadamente 16% do poder de mineração está com a Coingeek e 19,53% está do lado da ABC, uma disputa acirrada.

Roger Ver, uma das principais personas no mundo do Bitcoin Cash, de início se manteve do lado da Bitmain, mas não quis se posicionar de maneira enfática.

 

bitcoin cash xrp ripple alta
Evolução de preço do Bitcoin Cash. Clique para aumentar

 

 

Abaixo vídeo da Tribo Bitcoin

 

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Teremos um Meet Up na Mackenzie no dia 12 de Novembro.

Mais informações: https://www.meetup.com/pt-BR/Meetups-da-FlowBTC-sua-corretora-de-criptomoedas/events/256155326/

Como o blockchain e a tokenização estão mudando o mercado imobiliário

Real Estate: Como o blockchain e a tokenização estão mudando o mercado imobiliário

Os investimentos em real estate ainda são majoritariamente conduzidos por processos que não foram atualizados com a revolução tecnológica, isto é, continuam ineficientes, custosos e ilíquidos.

O Blockchain apresenta-se como uma alternativa para tornar esse setor mais eficiente. Utilizar tokens lastreados em ativos reais (Security Tokens) e smart contracts podem tanto aumentar a eficiência, quanto a liquidez desse mercado.

Hoje, através da popularização dos mecanismos de captação via blockchain, como os ICOs, por exemplo, você pode adquirir tokens que correspondem à participação acionária em imóveis espalhados ao redor do mundo. Além disso, os contratos programáveis podem garantir que as condições impostas não sejam alteradas ou modificadas sem a necessidade de um custoso e ineficiente agente intermediário.

Security Tokens e Real Estate

A The Economist, em 2015, publicou sua capa com a seguinte frase: Blockchain, The Truth Machine. Tudo sobre a tão famosa cadeia de blocos basicamente resume-se a uma grande vantagem: Não precisamos de intermediários, que promovem burocracia e gastos. Baseado em tecnologia, matemática e criptografia, estamos no processo de criar, através da blockchain, uma forma de desintermediar qualquer tipo de transação.

 

The Truth Machine blockchain STO
The Economist – Outubro de 2015

Ancorado nessa teoria, surgiu o conceito de Security Tokens. Estes são nada mais que a representação de posse de qualquer ativo real na Blockchain. Esses bens são legitimados pelo registro imutável da tecnologia.

Nosso mundo é cheio de ativos como ações, imóveis, ouro, créditos de carbono, participações em startups, etc. Imagine um mercado global em que seja tão fácil transacionar esses ativos como é para transacionar ações.

As expectativas sobre a tokenização de real estate está tendo a validação de formadores de opinião como David Sacks, um dos fundadores do PayPal. Durante o Token Summit em Nova York, ele mencionou que uma das vantagens da tokenização do mercado imobiliário apoia-se no fato de reduzir ou eliminar o “desconto de iliquidez”.

 

Os economistas estimam que o valor dos imóveis são menores do que o preço real porque as pessoas acabam por comprar imóveis por valores menores, já precificando a dificuldade da revenda.

David também cita que o setor de real estate é um mercado trilionário e que a tokenização irá desbloquear uma grande quantidade de valor no momento em que pessoas poderem comprar ou vender parte do imóvel – cada token pode representar um share do imóvel, ocorrendo assim o fracionamento da propriedade do ativo. Isso promove uma democratização do acesso ao investimento imobiliário.

Smart Contracts

Smart contract é um código auto-executável que atua na infraestrutura da blockchain para assegurar que os termos do contrato sejam cumpridos mesmo sem um intermediário.

Com a popularização de plataformas que facilitam o acesso a esse tipo de convenção, como a Ethereum, os smart contracts estão se consolidando como uma alternativa viável para desintermediar todo o processo.

O acerto entre 2 partes é programado em um contrato inteligente, com os fundos enviados para esse contrato pelo comprador. Através da tecnologia e termos do acordo, o código identifica se todos os termos entre as 2 partes foram satisfeitos e, caso tenha sido, automaticamente o contrato envia o dinheiro que está salvo na rede blockchain para o vendedor. Isso reduz diversos artifícios custosos dos intermediários.

O potencial de usar smart contracts para comprar imóveis foi posto em prova em setembro do 2017 por Michael Arrington, fundador da TechCrunch. Através de um contrato programável, ele adquiriu uma casa em Kiev, na Ucrânia, por 60 mil dólares. 

 

Hotel em Aspen realiza Security Token Offering (STO)

Por mérito da blockchain, você pode se tornar sócio de um Hotel em Aspen, no Colorado. O hotel ST Regis Aspen Resort está pretendendo realizar uma oferta de tokens lastreados no seu imóvel. A ideia é vender 18 milhões de tokens sob o valor de $1 cada. Assim, a partir de 1 dólar você pode diversificar seu portfólio investindo em um imóvel nos Estados Unidos (estando em conformidade com a legislação local).

Eles estão buscando captar 18 milhões de dólares por 18,9% da propriedade.

O hotel pertence ao grupo Elevated Return, que detém ativos imobiliários por todo o mundo.

Segundo o presidente da empresa, Stephane De Baets, trata-se apenas do primeiro teste da companhia e caso haja sucesso, há a previsão de realizar oferta primária de hotéis em Singapura, Hong Kong, Tailândia e Washington.

hotel security token ico
St. Regis Aspen Resort

 

Dynasty

No contexto do mercado imobiliário, a Finchain também está participando de iniciativas nesse setor. A empresa participou na estruturação da Dynasty, Fundo Imobiliário que está realização um Security Token Offering lastreado em imóveis globais.

Desenvolvido no Brasil pela Finchain, controladora da FlowBTC, o token da Dynasty segue o padrão ERC-20 do Blockchain do Ethereum, baseado em contratos inteligentes, os smart contracts.
Segundo dados do Estadão, a demanda pela criptomoeda D¥N já ultrapassa a faixa de US$ 75 milhões em sua primeira fase realizada no exterior para investidores qualificados.

Alguns anos atrás, era difícil imaginar uma sociedade na qual nossos carros atuariam como táxis ou nossas casas como hotéis. Ainda assim, os benefícios proporcionados pela tecnologia transpuseram desafios regulatórios e otimizaram de fato esses setores.

Ainda há um longo percurso até tornar o mercado imobiliário mais produtivo por meio dos smart contracts e acessível através dos security tokens. Entretanto, as soluções apresentadas pelo blockchain apresentam um caminho de como torná-lo mais democrático, transparente e eficiente.

Atenção: Meet Up de Blockchain e Criptomoedas em homenagem ao Outubro Rosa dia 25/10 em São Paulo. Toda renda será revertida a uma instituição de combate ao Câncer de Mama. Vamos juntos nessa causa! Acesse AQUI!

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ICO desenvolvido pela FlowBTC é destaque no Estadão

O ICO lastreado em imóveis da empresa sediada na Suíça, Dynasty Global Investments,  será apresentado à CVM para um potencial registro da oferta no primeiro trimestre do ano que vem, segundo o jornal Estado de São Paulo.

Desenvolvido no Brasil pela Finchain, controladora da FlowBTC, o token da Dynasty segue o padrão ERC-20 do Blockchain do Ethereum, baseado em contratos inteligentes, os smart contracts. Os tokens ERC-20 programados pela Finchain seguem os mais rigorosos critérios de segurança de tecnologia.

Segundo dados do Estadão, a demanda pela criptomoeda D¥N já ultrapassa a faixa de R$ 280 milhões em sua primeira fase no exterior para investidores qualificados.

“Apesar do ambiente regulatório ainda em evolução, o mercado global de ICOs, emissões de novas criptomoedas, está em plena ascenção”, diz Marcelo Miranda, CEO da Finchan/FlowBTC.

O ICO da Dynasty é pioneiro em uma nova tendência de criptoativos que possuem a tecnologia das criptomoedas mas com a garantia do lastro em ativos reais, os chamados security tokens.

“Somente este ano, o mercado já captou mais de US$ 20 bilhões em emissões de tokens. A grande maioria advém dos utility tokens (sem lastro). No entanto, os principais players do mundo dos ICOs estão mirando agora nos security ou equity tokens.”, reforçou Marco Vieira, CTO da Finchain/FlowBTC.

 

A segunda fase do ICO será realizada de forma pública também no exterior e deve acontecer no início de 2019 assim que a CVM Suíça, a FINMA, aprovar a emissão.

“A iniciativa é inédita e a ideia dos sócios da Dynasty, Fabio Asdurian e Eduardo Carvalho, é replicar o modelo do ICO da moeda que está em andamento na Suíça. Por estar lastreada em uma carteira de imóveis alugados, majoritariamente localizados em São Paulo, Lisboa, Nova York, Londres e Paris, o pedido de registro deve chegar à CVM no formato de um fundo imobiliário.”, relatou o Estado de São Paulo.

Para ver o artigo na íntegra acesse aqui:

https://economia.estadao.com.br/blogs/coluna-do-broad/dynasty-vai-apresentar-a-cvm-oferta-de-criptoativos/

 

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Ruby-X: O mistério em torno do terceiro maior ICO da história

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Ruby-X: O mistério em torno do terceiro maior ICO da história

Por Lucas Abreu

Uma das grandes disrupções proporcionadas pelo blockchain foi a captação via ICOs. Seu diferencial é o fato de ter uma burocracia reduzida e também por promover acesso a uma rede global de investidores. Uma prova da consolidação desse método foi o recente funding da Ruby-X.

No dia 17 de setembro, a empresa, que busca desenvolver um marketplace global descentralizado, levantou US$1,2 Bilhões para financiar seu objetivo. Algo inusitado é que trata-se de um projeto anônimo, em que os idealizadores não são citados (assim como ocorreu no Bitcoin).

Panorama dos ICOs

ICO é um sistema de crowdfunding utilizado a fim de arrecadar recursos para viabilizar projetos no blockchain. Assim, os investidores recebem Tokens em troca do aporte financeiro. (Entenda mais no nosso artigo).

Em 2018, mais de 20 bilhões de dólares foram captados para projetos de tecnologia através dessa forma de financiamento. Após perder força nos meses de Julho e Agosto, o mercado de ICOs teve uma alta de 68% no mês de Setembro em comparação a Agosto.

Ruby-X ICO stats terceiro maior historia
Volume arrecadado por ICOs em dólares no ano de 2018. Última atualização: 3 de outubro. Dados: Coinschedule

Ruby-X, o terceiro maior ICO da história?

Após o Diamante, o segundo metal precioso mais resistente é o Rubi (Ruby, em inglês). Por se introduzir como o protocolo com os padrões de segurança mais elevados no mundo para transação de bens (apesar da pouca profundidade do whitepaper explicando tal diferencial), a Ruby-X utiliza este nome em analogia ao metal resiliente.

A Ruby-X almeja criar um marketplace global descentralizado que permitirá ao usuário comprar ou vender qualquer bem tangível ou intangível. Seria um protocolo movido por meio do algorítimo de consenso PoC (Proof of Commitment).

O objetivo da Ruby é ter as seguintes plataformas:

  • Uma corretora de criptoativos (já está operacional em fase beta)
  • Plataforma de informação e de treinamento de habilidades de trading
  • Plataforma de fundos privados – Usuários poderão encontrar managers para investir seu capital
  • Auditoria e Gestão de Criptomoedas
  • Trading de Inteligência Artificial – Modelos algoritmos para trading poderão ser comprados na plataforma
  • Além dessas features, programadores poderão implementar aplicativos descentralizados no protocolo da Ruby.

RBY é o token da plataforma (inicialmente será baseado no protocolo Ethereum ERC-20) e sua função será ser o meio de transação para todo ecossistema ativo na plataforma descentralizada.

O projeto relata que, de início, a RBY será utilizada para pagar as taxas de transações e, eventualmente, será a moeda chave para tradar as principais criptos, isto é, apenas pares em RBY (ex: BTC/RBY).

Uma das formas de incentivo para a aquisição da moeda será que os 5000 maiores detentores do RBY terão direito a 40% dos lucros quadrimestrais ou 10% da receita da corretora (fica a critério da empresa).

A companhia promoveu uma grande mobilização de abertura, através de uma competição de trading e airdrops com prêmios previstos de até 10 milhões de dólares, além da possibilidade do trader de maior rentabilidade do campeonato se tornar Manager do Crypto-Fund da empresa.

Sobre o time que está por trás do projeto, somente há referências de que trata-se de colaboradores experientes. A Ruby-X cita no whitepaper que a equipe teve experiências em empresas como Samsung, LG, Hitachi, CA, Hyundai, CG, Paysafe, bancos e provedores de serviços de carteira virtual porém nomes não são revelados.

Pode-se dizer que o projeto divide-se em 2 fases:

Pré lançamento da Mainnet

  • O foco estará na corretora de criptomoedas e desenvolvimento de features. A Ruby-X pretende lançar até junho de 2019 uma plataforma mobile de trading avançada, além de uma organização que promova lançamentos de ICOs e uma plataforma de inteligência artificial para auxiliar a exchange de criptomoedas.

Após Mainnet

  • A plataforma em que supostamente todos os bens poderão ser transacionados só será lançada após o terceiro trimestre de 2020. A partir daí, os projetos supracitados serão integrados, dando ao token uma usabilidade maior e qualquer usuário terá facilidade em utilizar a plataforma para vender ou comprar qualquer bem, ou seja se tornando um marketplace descentralizado.

ICO em Números

O número de tokens totais a serem emitidos para o ecossistema será de 20 bilhões de RBY. Destes, 8 bilhões de RBY foram vendidos no ICO, sob um preço médio de 0,1495 dólares, totalizando aproximadamente 1,2 bilhões de dólares em arrecadação, tornando-se, supostamente, o terceiro maior ICO da história, segundo dados da CoinSchedule. A efeito de comparação, a Coinbase (maior exchange dos Estudos Unidos) está discutindo uma captação de 500 milhões de dólares, enquanto a Ruby-X captou mais que o dobro do valor. 

O fato é que ainda há poucas informações disponíveis sobre a Ruby-X. Somente o tempo poderá relatar se a corretora realmente detém os diferenciais mais os fundos alegados e se alcançará seu objetivo de ser um marketplace global descentralizado. Porém, a sua captação bilionária demonstra que a disrupção trazida pelo blockchain continuará gerando mudanças estruturais no mercado financeiro e de tecnologia.

Abaixo, vídeo promocional do projeto:

 

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FlowBTC anuncia patrocínio de equipe Encore de E-Sports

O mundo de E-Sports vem crescendo cada vez mais e atraindo um público que compartilha várias características com os usuários de criptomoedas: antenado, heavy user da internet e apaixonados por tecnologia. Sabendo desta compatibilidade, e visando fomentar a aproximação maior entre os dois mundos, a FlowBTC inovou e se tornou a primeira corretora brasileira a patrocinar uma equipe de E-Sports, a Encore.

A Encore é um das principais equipes do segmento, competindo nas principais ligas de PUBG, Rainbow Six, Fortnite, Dota 2 e Heroes of the Storm, nas quais são bicampeões da américa. Contam com mais de 7 mil curtidas em sua página e sua rede possui mais de 40 milhões de minutos assistidos por mês em seu canal de streaming.

A FlowBTC também foi pioneira em Setembro sendo a primeira exchange no Brasil a patrocinar um campeonato de games online. A competição realizada foi do jogo PLAYERUNKNOWN’S BATTLEGROUNDS, encabeçada pelo gamer ReleeN, teve cerca de 150 participantes e contou com uma premiação de R$ 1.000,00 em Bitcoin.

Essa compatibilidade entre os públicos já pode ser percebida na crescente aceitação de criptomoedas no mundo gamer, como a criptomoeda Skincoin que foi desenvolvida especialmente para este mundo e plataformas como Twitch, Humble Bundle, Steam, Xbox live, Playstation Store e etc já aceitarem pagamentos em cripto. (Saiba mais em nosso artigo).

 

flowbtc esports encore
Anúncio do patrocínio da FlowBTC à equipe Encore

 

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Bitcoin Cash sobe 28% nas últimas 24 horas impulsionado pelo IPO da gigante Bitmain

“O Bitcoin Cash é o Bitcoin real e terá a maior capitalização de mercado, volume comercial e base de usuários no futuro” – Roger Ver, evangelista do bitcoin cash

Por Eduardo Salvatore

A Bitmain, principal mineradora atual de criptomoedas, sediada na China, oficialmente registrou ontem, dia 26, um pedido para realizar um Initial Public Offering(IPO) na Bolsa de valores de Hong Kong (HKEX).

Apesar de algumas controvérsias acerca do papel de algumas grandes empresas atuando nos bastidores na fase pre-IPO, espera-se que o IPO atinja volumes robustos.

Bitmain em Números

Ainda não se tem um valuation da empresa, mas a mesma fez um total de 2,5 bilhões de dólares em receita ano passado e 2,8 bilhões de dólares até neste ano até o mês de junho. Estima-se US$1,2 Bi de lucro no ano passado e US$1 Bi na primeira metade de 2018.

Como se não bastasse, a empresa ainda possui o equivalente a 900 milhões de dólares em criptomoedas como bitcoin, bitcoin cash, ether, litecoin e dash.

O número de vendas também vem aumentando significativamente de 230 mil hardwares de mineração em 2015 para 2,5 milhões de hardwares apenas no primeiro semestre de 2018.

O documento também aponta que a grande mineradora possui 4 plantas primordiais para suas fazendas, duas na mongólia, uma em Sichuan e uma em Ningxia, mas também planeja expandir pro mercado ocidental em países como Estados Unidos e Canadá.

A empresa conseguiu levantar 50 milhões de dólares através do round de investimento, série A, US$ 293 milhões no série B e 423 milhões no pós-série B/pré-IPO. Com os maiores investidores sendo SCC Venture e Crimson Partners.

Bitmain e Bitcoin Cash

Após o fork do Bitcoin que fez surgir o Bitcoin Cash (BCH) em outubro de 2017, a mineradora foi uma das principais apoiadoras do segundo e sua subsidiária de mineração, Antpool, hoje possui cerca de 6% do poder da rede.

bitmain antpool bitcoin cash ICO
Distribuição do poder de mineração da rede do Bitcoin Cash. Dados do Coindance

Jihan Wu, co-fundador da Bitmain, postou em seu twitter:

Além disso, já esteve em complicações na comunidade cripto após declarar que estava “queimando” os BCH que recebia graças as taxas de mineração, em uma tentativa de aumentar o preço do bitcoin cash artificialmente, por reduzir a oferta circulante.

Em documento do dia 31 de Março vazado da fase pré-IPO, a empresa tinha declarado um montante de 1 milhão de BCH em sua posse, que valiam na época 600 milhões de dólares. Apesar do valor ter diminuido de lá pra cá, o curioso é que isso representa cerca de 5% de todo o Bitcoin Cash em circulação.

Valorização do Bitcoin Cash após registro de IPO

Grande parte dos investidores e especuladores do mundo cripto acreditam, baseado em todas essas associações da empresa à criptomoeda em questão, que a Bitmain possui, então, uma posição real neste criptoativo, estando disposta a guardar o “papel” mesmo em tenências de baixa.


Sendo assim, após a notícia do registro de IPO, a moeda subiu 28% nas últimas 24 horas e atingiu 580 dólares, o maior preço das últimas 3 semanas. Como gráfico abaixo:

IPO bitmain bitcoin cash
Valorização do Bitcoin Cash em dólares nas últimas 24 horas. Dados do coinmarketcap

Independente das controvérsias acerca da participação deste player no mercado, o fato é que o timing do registro de IPO é impecável, e tudo indica que com o novo montante de capital arrecadado, a empresa deve aumentar sua participação em Bitcoin Cash. Roger Ver, principal investidor e evangelista da moeda, deve estar otimista com o futuro da criptomoeda e, provavelmente, mais farpas trocadas com o projeto original (Bitcoin Core) ainda está por vir.

Comece a Investir agora em Bitcoin, Bitcoin Cash, Ethereum e Litecoin com a maior segurança e melhor serviço do mercado. Abra uma conta grátis na FlowBTC aqui.

Abaixo, um vídeo do Canal Tribo Bitcoin sobre o assunto:

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Games e criptomoedas – uma mistura que promete

Por Amanda Leite e Rodrigo Souza

O mundo dos games tem muito em comum com o mundo das criptomoedas, os dois atraem o público jovem, apaixonados por tecnologia e heavy users de internet. Além disso muitos sites de games já aderiram as criptomoedas na sua forma de pagamento e utilizam de parceiros para fazer esse intermédio.

Há um site que faz inclusive a troca de games pelo processamento da sua máquina para minerar criptomoedas, ou seja, se você possuí uma máquina com a potência mínima requerida, ao instalar o aplicativo do site você permite ceder a capacidade do seu hardware para uso em sistemas de blockchain, assim que atingir a cota necessária para o jogo escolhido você recebe um código promocional para gastar na loja.

Também para facilitar o mundo dos gamers, desenvolvedores da indústria de eSports criaram a criptomoeda Skincoin que foi desenvolvida especialmente para o mundo dos games e pode ser usada para comprar e vender skins de alguns jogos populares como Counter-Strike: Global Offensive, Dota 2, Team Fortress 2.

A FlowBTC inovou em Setembro sendo a primeira exchange no Brasil a patrocinar um campeonato de games online. A competição do jogo PLAYERUNKNOWN’S BATTLEGROUNDS realizada totalmente online pelo gamer Releem, teve cerca de 150 participantes e deu uma premiação de R$ 1000,00 em Bitcoin.

Aí vai a lista de alguns lugares que aceitam Bitcoin:

Twitch
O Twitch permite que seus usuários paguem pelos seus serviços usando Bitcoin. Primeiro, a Amazon, proprietária do serviço de streaming, fez parceria com a Xsolla, que oferecia além da moeda a oportunidade de pagar por seus serviços utilizando 600 métodos diferentes. Mas após o serviço parar de trabalhar com a moeda, o parceiro é agora a Coinbase, uma das maiores exchanges de criptomoedas do mundo.

Humble Bundle
Desde 2013, o serviço de venda de jogos aceita o Bitcoin. No FAQ (em inglês e você pode ler aqui), explicam que a moeda só é aceita quando o valor está em dólares, ficando indisponível para o usuário europeu, que paga em euro. Também foi atualizado no mesmo FAQ que apenas algumas vendas estão disponíveis com a moeda, que se une a PayPal e muitas outras formas de pagamento.

Steam
Já faz um ano que a Steam aceita Bitcoin como forma de pagamento. Ao comprar o jogo, a opção de pagar com a moeda é exibida e, quando escolhida, o usuário é levado ao site do Bitpay, parceiro da Steam neste tipo de recebimento, e que será o responsável por intermediar a compra.

Xbox Live
A Microsoft aceita as moedas virtuais e tem até um FAQ em português ensinando a inserir créditos em sua conta, porém ao tentar adicionar formas de pagamentos em contas brasileiras, temos apenas a opção de adicionar cartão de crédito. Porém, usuários de Xbox sabem que é possível trocar a região da conta os Estados Unidos, que amplia o leque de opções e consequentemente, a possibilidade de pagar por jogos com Bitcoin.

Playstation Store
A Sony ainda não aceita as moedas em caráter oficial, porém, como os seus cartões com créditos são comercializados livremente, sites como o eGifter, que vendem os cartões de forma online, aceitam Bitcoin como forma de pagamento.

Nintendo eShop

É a mesma situação do Playstation, mas com uma ajuda ainda maior, já que a Nintendo não está no Brasil de forma oficial, o que significa que os bitcoins podem ajudar muito a quem quer comprar jogos para o Switch no Brasil e sabem das dificuldades que existem, que exige, por exemplo, que se crie uma conta em outro país. O eGifter também serve como exemplo de loja virtual e o mesmo FAQ acima é útil nesta situação.

Lojas Online
Já existem, mesmo que ainda poucas, lojas online de pequenos empresários que aceitam Bitcoin como forma de pagamento. As lojas são as mesmas de sempre: vendem games, hardwares, mídias digitais e acessórios, porém aceitam as moedas como forma de pagamento. O importante aqui, antes de sair gastando o seu dinheiro sem pensar, é pesquisar bastante sobre a loja, conferir sua reputação em sites como o Reclame Aqui, sua situação junto aos órgãos competentes e até procurar pessoas que já compraram nela anteriormente. Infelizmente, os altos índices de problemas com vendas online, nos fazem ter que olhar com muito cuidado para qualquer compra deste gênero.

Já ficou claro que as criptomoedas podem e devem ser usadas para facilitar a vida dos gamers. Elas estão cada vez mais presentes no meio e além de promissoras as criptomoedas são uma novidade atrativa e inovadora, características que são cada vez mais procuradas pelos gamers. O casamento das criptomoedas com o mundo dos games parece ser uma aposta que não vai desapontar.

FlowBTC implementa retirada de reais nas Lotéricas da Caixa através de parceria com App

A FlowBTC, corretora de criptomoedas há 3 anos promovendo o melhor serviço do mercado, implementou o saque em reais na plataforma para ser retirado em qualquer uma das 13 mil lotéricas da Caixa Econômica Federal. A retirada é possível graças a parceria com o aplicativo HugPay, disponível na Google Store e na Apple Store.

Basta o usuário pedir o saque para Lotéricas no campo de retirada de reais, como abaixo:

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Feito isso, o valor retirado estará disponível em seu aplicativo HugPay e é só pedir o resgate em uma das 13 mil lotéricas da Caixa participantes. Pronto!

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Atenção: O limite de saque para esta modalidade é R$ 1000! A FlowBTC não se responsabiliza por falhas no aplicativo. O resgate nas Lotéricas é possibilitado através do nosso parceiro HugPay.

Antes de realizar o primeiro saque para as Lotéricas através da plataforma da FlowBTC, certifique-se que o seu cadastro no aplicativo está atualizado!

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Qualquer dúvida, basta enviar e-mail para suporte@flowbtc.com.br.

FlowBTC, 3 anos de confiança!

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Bitcoin Brasil: A história da criptomoeda no país

Antes de falar da história do Bitcoin no Brasil, vamos lembrar que essa moeda é uma revolução tecnológica, uma grande quebra de paradigmas. Criado para ser distribuído e descentralizado, ele não pertence a um país. Dessa forma Bitcoin e Bitcoin Brasil são histórias que começaram juntas, mas ao longo deste artigo vamos olhar para fatos relevantes que aconteceram por aqui, em terras brasileiras.

 

O Bitcoin foi lançado dia 09 de Janeiro de 2009 por Satoshi Nakoto (seja ele quem for). E a primeira transação foi feita no dia 12 de Janeiro deste mesmo ano, quando Nakamoto transferiu 10 bitcoins para o programador Hal Finney. O grupo de Facebook Bitcoin Brasil foi criado em Agosto de 2012, quando o ativo ainda valia cerca de U$ 100,00. Em Novembro, a moeda ultrapassaria os U$ 1.000,00.

 

No primeiro ano de existência, a moeda circulava entre um grupo restrito de programadores e mineradores, que instalavam o blockchain do Bitcoin em suas máquinas. Em 2010, no famoso episódio da compra das 2 pizzas pelo valor de 10 mil Bitcoins, a criptomoeda passou a ter valor real de compra e a história iria começar a mudar.

 

Ainda no ano de 2010, a corretora Mt. Gox foi fundada no Japão e viria a ser a maior exchange do mundo, chegando a movimentar 70% de todas as transações em Bitcoins do mundo. Seria também o maior desastre na história das criptomoedas até o momento, quando fechou as portas em 2014 com um rombo de 850.000 bitcoins, aproximadamente 450 milhões de dólares na época.

 

A história da moeda no Brasil começaria 1 ano depois do episódio das pizzas. Em 2011 surgiu a primeira exchange de Bitcoin no Brasil, a Mercado Bitcoin, em operação até os dias de hoje. Também em 2011, surgiram as altcoins (moedas alternativas ao Bitcoin), entre elas a Namecoin e Litecoin (é possível negociar Litecoins na FlowBTC).

 

Em 2012, com a criação do grupo Bitcoin Brasil no Facebook e o surgimento de uma comunidade de entusiastas no pais, já era possível operar por aqui, graças as corretoras de criptomoedas brasileiras mas também através de negociação peer-to-peer nas comunidades. É um tanto óbvio dizer isso, mas como todo entusiasta de criptomoedas que chegou tarde no jogo, o preço do Bitcoin em 2011 era de apenas U$ 1,00, cem vezes menos do que o valor da moeda em 2012 quando o grupo do Wladimir Crippa foi criado.

 

No ano da Copa do Mundo no Brasil, 2014, muitas coisas aconteceram por aqui além dos jogos de futebol. A cidade de São Paulo recebeu o primeiro caixa eletrônico de Bitcoin, um acontecimento mais simbólico do que relevante, mas que não deixa de ser interessante. Nesse mesmo ano, o economista Fernando Urich publicou o seu livro “Bitcoin. A Moeda na Era Digital”, um dos livros mais influentes do assunto por aqui. E aconteceu em Florianópolis a primeira edição da BitConf, que mudaria para São Paulo nas edições seguintes.

 

Passada a agitação da Copa do Mundo, em 2015, a corretora FlowBTC iniciava a sua operação. O Bitcoin ainda não era tão mainstream no Brasil e a chegada da Flow teve um peso importante, já que o seu CEO, Marcelo Miranda, defendeu o Bitcoin em audiência pública na Câmara, em debate sobre a regulamentação das criptomoedas.

 

Com a supervalorização do Bitcoin no Brasil e no mundo no final de 2017, o número de pessoas cadastradas em corretoras de criptomoedas explodiu, chegando na casa dos 1,5 milhão, mais do que o dobro do número de cadastros de pessoas físicas na bolsa de valores B3, que tem aproximadamente 620 mil cadastros. Ainda sobre números, o grupo Bitcoin Brasil no Facebook tem mais de 120 mil usuários, enquanto os grupos destinados a bolsa de valores não passam dos 25 mil.

 

Em conclusão, a história do Bitcoin também está sendo escrita por aqui e ainda tem muita coisa para acontecer. Os próximos e tão aguardados capítulos tem relação com a regulamentação das criptomoedas, uma história que pode ser muito diferente de país para país, e torcemos muito para que principalmente aqui, essa história tenha um final feliz.

 

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Criptomoedas: o que os candidatos à presidência têm a dizer

Às vésperas das eleições, os debates esquentam cada vez mais, sem falar nas discussões acaloradas das redes sociais, principalmente por parte dos seguidores de cada candidato, que seguem em campanha, cada vez mais polarizados. No meio ao fogo cruzado, separamos o que os candidatos à presidência pensam de Bitcoin e criptomoedas.

Os assuntos mais discutidos pelos presidenciáveis, evidentemente, são os que saem das redações e das redes – relação cada dia mais indissociável. Neste caso, são as causas populares. Ou, no mínimo, as que envolvem grande parte dos brasileiros: saúde, segurança, educação.

Já os temas nichados, pouco se ouve, pouco se lê. Criptomoedas, tendo como as mais populares Bitcoin e Ethereum – além de Blockchain – são apenas alguns deles. Por quê? Política é palco da retórica, dos lugares-comuns. Vale, contudo, a reflexão: como os temas criptomoedas e Blockchain deveriam ser abordados pelos líderes deste País? Pensando não apenas no futuro próximo, mas em médio e longo prazos, o assunto deveria estar mais quente na agenda política?

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Possíveis presidenciáveis da Eleição 2018

Abordada para além das bolsas de valores, o assunto é de interesse nacional, sim. Ou melhor, mundial. Todavia, quais seriam as perguntas certas a serem feitas a todos eles?

Em um país com tantos problemas de base, é natural que Bitcoin e Blockchain sejam assuntos na periferia da arena política. Segundo o TSE, formamos 147 milhões de eleitores, aptos para mudar o futuro do Brasil em 7 de outubro. Mas será? Quantos desses sabem o que significa esta tecnologia disruptiva? Tecnologia esta que tem o potencial de acabar de uma das maiores mazelas do país: a corrupção.

Independentemente do conhecimento do senso comum,

O que os candidatos à Presidência da República pensam sobre as tecnologias de blockchain e criptomoedas?

Bitcoin e Blockchain apareceram nas falas desses presidenciais e em alguns casos foram considerados para arrecadação de dinheiro para as devidas campanhas. Antes da intervenção do TSE, que proibiu o uso de criptomoedas, Geraldo Alckmin foi um dos candidatos propensos a esse tipo de arrecadação.

Ciro Gomes, em dezembro de 2017 disse que o Bitcoin “parece pirâmide financeira”. O que ele quis dizer é que existe uma forma de fraude de investimentos chamada “Esquema Ponzi”, que exige um fluxo constante de dinheiro novo para se manter.

Funciona mais ou menos assim: quando se torna difícil recrutar novos investidores, ou quando um grande número de investidores existentes retiram seus dinheiros, esses esquemas entram em colapso.

Esse é justamente um ponto de destaque. Criptomoedas – principalmente Bitcoin e Ethereum – vão totalmente na contramão desse sistema, pois todas as suas movimentações são devidamente registradas, e não existe nenhum tipo de dificuldade para converter a moeda em dinheiro.

Porém, em vídeo de uma palestra, o candidato demonstrou um conhecimento no mínimo insuficiente acerca da tecnologia. Veja abaixo:

Álvaro Dias, em vídeo publicado no Grupo Bitcoin Brasil, falou sobre o assunto e mostrou-se a par, uma vez que abordou a questão da taxação da criptomoeda, embora não tenha tomado uma posição: se favorável ou contrária.

João Amoedo disse ser a favor do Bitcoin e Blockchain em uma postagem no Twitter em dezembro de 2017. Devido à trajetória construída na direção de bancos, Amoedo seria uma das vozes mais interessantes a debater o assunto.


Bolsonaro ainda não abordou o assunto, mas o seu filho, sim. Eduardo Bolsonaro, deputado federal pelo PSC-SP, publicou recentemente um vídeo em sua página do Facebook. Nesse vídeo, responde à pergunta sobre o que acha do Bitcoin, entre outras moedas digitais, e se em sua opinião as criptomoedas devem ser submetidas à regulamentação, taxação, ou mesmo ser proibida definitivamente.

Claro que, uma vez que seu pai, Jair Bolsonaro, é candidato, sua resposta certamente foi mais bem pensada. Prova é que o Eduardo, logo de início, esclarece que nunca abordou o assunto Bitcoin, criptomoedas em geral, ou blockchain com seu pai. Daí sim responde, inclusive apresentando um livro lido recentemente, o “Bitcoin: A moeda na era digital”, de Fernando Ulrich.

Um dos pontos altos do vídeo é a comparação com o Real e, claro, sobre o quanto uma criptomoeda pode ser descentralizada. Fato que, evidentemente, impacta na própria relação de poder do Estado com o Capital.

Eduardo, contudo, reforça que Bitcoin é tendência mundial, tendência que já está sendo mais aceita em outros países. Eduardo reforça a necessidade de discussão sobre o tema, embora se posiciona de duas formas: como cidadão e como representante.

Marina Silva está usando a plataforma VotoLegal para arrecadar dinheiro para sua campanha e essa plataforma é baseada em Blockchain da Decred.

candidatos à presidencia criptomoedas bitcoin

Já os candidatos Guilherme Boulos, Luis Inácio não abordaram ainda o assunto – nem em seus planos de governo, nem em entrevistas.

Ideia interessantíssima devido ao caráter imutável e rastreável do blockchain, o ideal seria que essa prática de arrecadação fosse adotada por todos os candidatos à presidência.

Se no futuro nos perguntarmos como vivemos tanto séculos com o dinheiro na forma que o conhecemos hoje, qual será a resposta? Muito se tem a caminhar. Contudo, pouco a pouco, o debate começa a chegar nos candidatos a presidência.

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