Bitfinex: O drama está no fim?

Bitfinex – O spread que alarmou o mercado

Por Eduardo Salvatore
No dia 13 de Abril, a Bitfinex , exchange sediada em Hong Kong e uma das maiores do mundo em volume, declarou que os saques de dólar estavam sofrendo atrasos. Apenas 4 dias depois, anunciou que estava passando por problemas uma vez que os bancos parceiros localizados no Taiwan não estavam aceitando transações bancárias.

 

Taiwan é, sabidamente, controlado pela Rebública da China e não pela República Popular da China, todavia, Bitfinex estava passando por processo de congelamento que lembrava o das exchanges chinesas e no dia 20/04 fez uma declaração oficial afirmando estar incapacitada de realizar saques.

 

 

A exchange acabara de pagar seus clientes após ter sofrido um hack de $65 milhões em Agosto do ano passado e fez questão de no mesmo pronunciamento acalmar os ânimos:

 

“Nós queremos ser absolutamente transparentes e atestar que a Bitfinex é solvente. Nossos ativos excedem todos os balanços dos usuários”.

 

Outro motivo para a pronta resposta foi a preocupação de fraude, fato que ocorreu em 2013 com a Mt.Gox que antes de falir, houve pequenas oscilações e o congelamento de saques. De fato, a exchange possui uma abastada carteira fria (armazenada fora da internet) que pode ser notada no gráfico abaixo:

 

 

O congelamento teve reflexo no mercado, o preço na Bitfinex chegou a ter um prêmio/spread de a $100 ( ou 7% maior) em relação às outras exchanges. A razão para tal aumento é simples: com a impossibilidade de saque, fato que preocupou muitos dos usuários da plataforma, a única opção de retirada do dinheiro era a compra de BTC’s com seus dólares congelados e então, enviar os bitcoins para outros locais de venda. Isto faz o preço da moeda crescer artificialmente, já que a pressão de compra aumenta.

 

 

Mesmo assim, o volume de vendas observado foi relativamente baixo, concluindo que os donos de BTC’s estavam otimistas e acreditavam na subida da moeda nesse meio tempo graças a maior adesão do Japão no mercado.

 

Os saques e os depósitos da plataforma ainda não estão completamente normalizados, contudo, o spread diminuiu e no momento que este post é escrito o BTC está valendo $1928 na Bitfinex, e $1873 na Bitstamp, isto é, $55 dólares de prêmio. A plataforma afirmou estar fazendo tudo que está em seu alcance para regularizar a situação, e no dia 12 de maio fez um update da questão dos saques.

 

 

Os bancos americanos correspondentes ainda não estão realizando transferências, porém o dólar ainda possui meios de entrar no Taiwan e o saque é realizado apenas para consumidores e jurisdições específicas, sendo que a própria Exchange entrará em contato e não é aconselhável que o cliente crie um ticket de suporte. No entanto, a Bitfinex afirmou estar processando saques “de uma vez só” em ordem decrescente de tamanho e com volume mínimo de $50.000 dólares. O mercado observa atento com a preocupação de uma bolha estar a caminho e estourar quando a situação voltar ao normal.

Aqui na FlowBtc seguimos atentos aos acontecimentos no mercado nacional e internacional de criptomoedas.

 

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Enquanto isso na China…

3 meses e nada – China Congelada

Por Eduardo Salvatore

Essa semana o bitcoin atingiu novas máximas históricas. A cotação em dólar chegou a US$ 1821 e no Brasil passou a marca dos R$ 6800. Apesar de toda a animação, o cenário na China, o maior mercado por volume transacionado até Janeiro deste ano, ainda está bastante nebuloso. Desde 9 de Fevereiro, as principais exchanges Chinesas de Bitcoin anunciaram mudanças na política de retirada de capital visando aumentar o combate às práticas de lavagem de dinheiro, levando à suspensão da retirada de bitcoins.

O anúncio foi feito dias após uma reunião com o PBOC – Banco Central Chinês, que vê a criptomoeda como uma ameaça de fuga de capital e lavagem de dinheiro.

Um mês após o anúncio, apesar de upgrades terem sido realizados pelas exchanges chinesas em direção ao combate da lavagem e melhor identificação do usuário, tratativas entre elas e o PBOC não avançaram e as retiradas continuaram congeladas. Fato que originou uma migração dos traders para plataformas peer-to-peer e transações presenciais.

Na segunda-feira, dia 22 de abril, um suposto documento oficial que continha “diretrizes de retificação” para as exchanges chinesas vazou e consegue ser visto em um dos maiores portais financeiros da China, o hexun.com . O conteúdo ratifica a busca incessante do PBOC por possíveis transações ilegais envolvendo o bitcoin e cita possíveis inspeções nos sites feitas pelas agências locais do Banco Central Chinês, que pode suceder no encerramento das atividades do site. Abaixo segue a lista de regras exigidas:


1. Não se envolver com empréstimo de bitcoin e moedas fiats.
2. As taxas de transação não podem ser zero.
3. Não realizar lavagem de dinheiro.
4. Não violar os requisitos regulamentares relevantes sobre o capital na gestão de divisas.
5. Não se envolver com negócios de pagamento ilegal.
6. Não se envolver em operações de negócios além do escopo indicado na licença de negócio..
7. Não violar a publicidade industrial e comercial e outras leis e regulamentos..
8. Não violar leis e regulamentos de títulos e futuros nacionais.

Além disso, é exigido das exchanges informações sobre a atividade financeira, acionistas, capital registrado, volume das operações, taxas e seu modelo de trading de bitcoins. Após análise, o inspetor determina se houve alguma ilegalidade como oferecer empréstimos de margem, negociação de futuros, pagamentos e outros serviços sem autorização e também se a empresa tem um sistema anti-lavagem de dinheiro sólido. Finalmente, é inspecionado as reservas dos clientes e seu uso.

Todavia, 3 meses após o início do imbróglio o processo se arrasta e espera-se que a situação seja regularizada no próximo mês. Algumas das maiores exchanges do país podem ainda ser multadas por não aderirem as medidas anti-lavagem, como é o caso da BTCC, Huobi, e a OKCoin.

É incerto o impacto que esse congelamento terá no preço da moeda, já que a todo momento era possível fazer a conversão de BTC para Yuan e o transtorno para os donos da moeda foi suavizado à medida que o ativo apenas valorizou nesse meio tempo, por outro lado, é capaz que haja uma pressão para venda assim que for a retirada for descongelada, podendo levar a uma queda no preço . O fato é, todos estarão mais tranqüilos ao saber que os negócios voltaram a funcionar corretamente.

Fique ligado e siga a gente no facebook para updates sobre a situação das exchange na China: https://www.facebook.com/flowbtc/

10 Ferramentas Grátis para Traders e muito mais!

Que a Internet é cheia de freebies nós já sabíamos. Agora, que existem ferramentas extremamente úteis para os traders de Bitcoin e Criptomoedas disponíveis sem qualquer custo, totalmente grátis, isso muito gente ainda não sabia.

Nesse post vamos apresentar 10 ferramentas que podem ser usadas e abusadas. São bastante úteis para o dia-a-dia do trader. Achamos que algumas dessas vocês vão querer colocar nos “favoritos” do seu browser : )

Então vamos lá!

1) Blockchain.info – Clássica mas sempre útil (https://blockchain.info/)

Muitos newbies acham que o Blockchain.info é “o blockchain”. Na verdade ele é um explorador do Blockchain do Bitcoin. Existem outros mas esse foi o primeiro que se destacou. O Blockchain.info também ficou famoso por seu aplicativo de wallet para smartphones, ainda utilizado por muita gente.

Além de poder ver a situação da sua transação rapidamente, o site traz gráficos e estatísticas interessantes, como o market cap total do Bitcoin. Nele você também pode ver o gráfico do mempool, que pode ser útil em momentos de pico. Mempool é o total agregado das transações esperando ser confirmadas e um valor muito acima da média pode ser sinal de que movimentos grandes no preço estão em andamento.

Gráfico do mempool: https://blockchain.info/pt/charts/mempool-size?timespan=60days

 

2) OKCoin – Gráficos e Aplicativo (https://www.okcoin.com/market.do)

Sabemos que as coisas continuam confusas para as exchanges Chinesas. Indepente disso, a ferramenta de gráficos da OkCoin.com e o seu app são bem legais. O app inclusive mostra o preço em tempo real de várias outras exchanges, não só da OkCoin, e permite que você coloque alertas de preço.  A ferramenta de gráficos é bem versátil e você pode traçar canais, linhas e até indicadores com MACD.

 

3) BitVol.info (https://btcvol.info/)

Quem fez o curso de trading de Bitcoin vai lembrar que volatilidade é uma medida importante de risco de mercado. Quanto mais alta a volatilidade maior a possibilidade de perda/ganho. O site BitVol traz uma medida rápida da volatilidade histórica do Bitcoin, Ethereum, Ouro e até outras moedas fiat. No gráfico você pode ter uma idéia de como a volatilidade no período variou. Se a volatilidade diária histórica está na faixa de 2% por exemplo, retornos positivos ou negativos dessa magnitude não devem surpreender o trader.

4) Biscoint.io (https://biscoint.io/)

Alguns se referem ao Biscoint.io como “o Buscapé do Bitcoin”! Isso porque é exatamente essa a finalidade deste site. Você pode comparar rapidamente aonde está o melhor preço de compra de venda se quiser comprar Bitcoin. Se quiser vender, você também pode ver onde estão os melhores compradores. Fácil e rápido!

5) Bitcoin Analytics (http://bitcoin-analytics.com/)

 

Ferramenta útil para quem quer aprender a arbitrar no mercado de Bitcoin. Mostra o diferencial entre várias exchanges no exterior. Possibilidade de mudar para diferentes fiats ou cryptos. Você pode alterar a quantidade e ver os diferenciais mudando automaticamente.

 

6) Trading View (https://www.tradingview.com)

Site clássico de análise técnica com diversos recursos, criptomoedas e até a possibilidade de contribuir com idéias de trade e ver idéias de outros traders. Excelente ferramenta grátis e uma unanimidade.

 

7) Bitcoin Fees 21.co (https://bitcoinfees.21.co/)

Quem movimenta muito Bitcoin de uma exchange para outra sabe que as taxas de mineração estão ficando cada vez mais altas. Muitos sites deixam você colocar que taxa quer pagar e sempre bate aquela dúvida entre deixar a taxa padrão ou colocar um cascalho a mais.

Esse site vai te ajudar a otimizar a sua decisão e não pagar mais do que você precisa. Para quem não quiser perder tempo analisando o gráfico, o site diz em baixo qual seria a taxa ótima. No momento está em 220 satoshis/byte da mensagem. Depois ele mostra o tamanho mais comum de tamanhos de mensagem (agora em 226 bytes). Dessa forma, no exemplo de hoje, algo em torno de 0,0005 BTC seria recomendado.

 

8) Investing.com (https://br.investing.com/)

Ok, estamos sempre falando sobre o mercado de Bitcoins em dólar. Claro que os principais mercados são o BTCUSD, BTCEUR e BTCCNY. Usamos a cotação desses mercados para nos balizarmos e tirarmos conclusões sobre o mercado local em reais BTCBRL. Por esse motivo, achamos importante ter pelo menos um gráfico de USDBRL (dólar-real) sempre à mão. Esse da Investing.com é bem simples e fácil de usar.

 

9) Bitcoin Wisdom (https://bitcoinwisdom.com/)

Excelente site de cotações e gráficos de várias moedas e exchanges. Muito fácil de usar e com aparência profissional. Vale a pena deixar nos favoritos.

 

10) Poloniex (https://poloniex.com)

Ou apenas Polo, para os íntimos. O crescimento das criptomoedas é notável. Com market cap de mais de US$ 100 Bilhões esse mercado não pode mais ser ignorado apesar da alta volatilidade e dos famosos pump-and-dumps. Mas como o papo aqui hoje é sobre ferramentas, criando uma conta na Poloniex você poderá traçar gráficos das mais variadas altcoins com informações de volume e profundidade de mercado.

Inclusive, recentemente a Poloniex foi vendida por US$400 milhões para a Circle, startup do grupo Goldman Sachs.

 

10+1) MelhorCambio (https://melhorcambio.com)

Excelente pesquisador de preços nacional, pesquisa preços de Bitcoin, Ethereum, Litecoin e Bitcoin Cash entre as principais corretoras do país. Porém, não leva em consideração a taxa cobrada pelas corretoras! Não esqueça de levar isso em consideração.

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10+2) E-book inédito sobre Ethereum grátis 

A equipe de pesquisa da FlowBTC organizou um e-book inteiramente grátis, inédito no Brasil, falando sobre a segunda maior criptomoeda do mundo e seu blockchain nativo! Mais de 20 páginas de conteúdo de primeira linha para você.

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A FlowBTC, uma das principais corretoras de criptomoedas do país, conta com 4 criptomoedas em sua plataforma: Bitcoin, Ethereum, Bitcoin Cash e Litecoin. Há 3 anos  no mercado nem nunca ter sido hackeada, é a única empresa que conta com investidores do Mercado Financeiro tradicional, a Genial Investimentos e o Banco Brasil Plural. Recentemente, atualizou a plataforma com gráficos com ferramentas para traders como RSI, MACD, entre outros.

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Regras para o Bitcoin na China agitam o mercado

Fonte: ZZ Trader

Bem vindos membros dos grupos do Facebook ‘Bitcoin Brasil’ e ‘Analisando a Bolsa de Valores’ e alunos do ‘Curso de Trading de Bitcoin, Análise e Blockchain’ que fizeram um pit-stop aqui no ZZ Trader!

O Wall Street Journal publicou recentemente que o PBOC (banco central da China) está se movendo para regular sua indústria de bitcoin, com novas diretrizes que, se promulgadas, exigiriam que as exchanges verificassem a identidade dos clientes e aderissem às normas bancárias, incluindo leis anti-lavagem de dinheiro. O PBOC ficaria encarregado de lidar com as violações cometidas pelas bolsas.

Investidores chineses têm fugido do mercado desde que as autoridades começaram a examinar a negociação de bitcoin no país. Nos últimos 30 dias, as operações de bitcoin denominadas em yuan representaram 17% dos volumes globais, versus 97% nos últimos 6 meses, de acordo com o rastreador de dados Bitcoinity. Uau! Tal queda de participação formidável (sem contrapartida similar em outras partes do mundo) deixou cicatrizes no gráfico da bitcoin. Abaixo examinamos isso.

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O gráfico semanal em escala logarítmica é mais adequado para se olhar o longo prazo. A queda de 1300 USD para abaixo de 1000 USD foi rápida e intensa o suficiente para fazer voar algumas perucas (a do Eike já havia voado por outro motivo) e mudar a tendência terciária e secundária de alta para baixa, mas não a primária! Notem que a linha de tendência de alta que vem desde 2015 e passa em 880 USD permanece incólume. Uma lição que o Brexit nos ensinou… quedas magníficas de preço (causadas por notícias supostamente negativas quando a tendência primária é de alta) podem reverter rapidamente. Fiquem atentos às sinalizações do mercado caso as proximidades de 880 USD sejam testadas nos próximos dias/semanas.

-Marcio Ferracini, CMT

 

Disclaimer legal: Bitcoin é um ativo de alta volatilidade e consequentemente risco alto. O artigo acima reflete apenas a opinião do autor. A FlowBTC não faz recomendação de investimento ou compra e venda de Bitcoin. Opere apenas por sua conta e risco.

Banco do Brasil: Mais uma opção para transferências

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Com isso, a FlowBTC se torna a ÚNICA empresa de Bitcoin do Brasil a trabalhar com TODOS os maiores bancos brasileiros.

Além do Banco do Brasil, temos conta na Caixa, Santander, Itaú e Bradesco.

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Bitcoin ultrapassa preço do Ouro

Fonte: Coindesk.com

O preço do Bitcoin atingiu a paridade com o preço à vista por onça do ouro, de acordo com o Índice de Preços Bitcoin da CoinDesk (BPI).

O preço à vista por onça do ouro era US$ 1.237,73 ontem (2/3/17), de acordo com a taxa de câmbio à vista XAU / USD fornecida pela Bloomberg Markets. O preço do Bitcoin, em comparação, era de US $ 1.238,11 ontem (2/3/2017), e já alcançou US $ 1.280 hoje segundo dados do BPI.

A mudança segue uma quebra de novas máximas de todos os tempos para o preço do bitcoin, que começou o ano atravessando a marca de US $ 1.000.

Os mercados viram mudanças vertiginosas nas últimas semanas, rompendo uma alta de três anos no dia 23 de fevereiro. Os preços continuaram a subir desde então.

O movimento é totalmente bullish (altista) no mercado de bitcoin, como os traders aparentemente tomaram uma visão positiva para as perspectivas da US SEC podendo aprovar o primeiro ETF de bitcoin.

A SEC tem o prazo de até 11 de Março para tomar a sua decisão.

Em geral, faz mais de três anos desde a última vez que o ouro e a bitcoin atingiram a paridade, embora seja importante notar que isso foi na extinta Mt Gox, que era a única bolsa de bitcoin existente na época.

Imagem via Alex Sunnarborg para CoinDesk

Bitcoin teve valorização de quase 50% sobre o real em 2016, aponta Economatica

Fonte: Época Negócios

A moeda digital bitcoin teve desempenho financeiro melhor do que o índice Ibovespa em 2016, apontou levantamento da Economatica, feito com base em dados do site de intermediação de compras de moedas digitais Mercado Bitcoin. No acumulado de 2016 até o dia 12 de dezembro, o bitcoin registrou valorização de 49,75%. No mesmo período, o Ibovespa avançou 36,52%. Em comparação, o dólar teve retração de 13,7%, enquanto o euro recuou 15,85%. Já as cotações do ouro apresentaram recuo de 8,12%.

Nos últimos dois anos, desde 31 de dezembro de 2014 até 12 de dezembro de 2016, a moeda digital também foi o ativo de maior valorização, acumulando alta de 200,66%. No período, o Ibovespa avançou 18,34%, enquanto o dólar subiu 26,86% ante o real.

Em 2015, a moeda digital obteve valorização de 100,77%. Naquele ano, o rendimento do Ibovespa foi negativo em 13,31%. O dólar em 2015 apresentou valorização de 47,01%, e o euro, de 31,71%.

2017: Bots, IoT e bitcoin devem aumentar insegurança global

Fonte: IT Forum 365

Relatório traz prováveis estratégias de posicionamento da indústria frente aos riscos iminentes

 

A explosão de robôs cognitivos, o avanço das câmeras digitais e o aumento do hacktivismo (junção de hack e activismo) são algumas das previsões para 2017 que devem trazer risco à cibersegurança.

A Aker Security Solutions concluiu seu relatório anual com prognósticos e riscos digitais para o próximo ano. O documento traz ainda “insights” sobre as prováveis estratégias de posicionamento da indústria diante de tais itens.

Entre os “vetores emergentes” (que se tornaram mais evidentes a partir de 2016), o relatório destaca a eclosão da tecnologia de “bots” como tendência marcante. Ao lado deles aparecem a entrada da IoT em uma fase efetivamente prática e com viés industrial, além do bitcoin, que volta a se firmar nos prognósticos após alguns momentos de incerteza.

Os perigosos bots
A  popularização dos bots – principalmente dos “chat-bots”, que dialogam com o usuário – em aplicações de relacionamento com o cliente irá se constituir num dos maiores vetores emergentes do risco digital, já que as suítes de segurança ainda não estão plenamente projetadas para o novo modelo de aplicação dessas interfaces cognitivas e diretamente aderentes às apps ativas (dispensando o download e a configuração de códigos específicos no dispositivo do usuário).

Para a Aker, o atrativo irresistível dos bots, por se comunicarem em linguagem quase “natural” e por sua atitude “humanoide”, está revolucionando a ergonomia de software e representa um novo patamar de avanço para as transações digitais.

Bitcoin: moeda criptográfica e os hackers
A recente recuperação de impulso da chamada moeda criptográfica (Bitcoin), cujo modelo de controle monetário, baseado em escrituração por logs de código livre na nuvem (a plataforma aberta “Blockchain”), já é assumido como referência para as transações do futuro por diversos bancos globais e entidades como o Governo do Japão e a a Febraban (Federação Brasileira de Bancos).

De acordo com o estudo da Aker, após um período de incertezas quanto ao futuro, por conta de grandes fraudes ocorridas entre 2011 e 2015, os bitcoin recuperaram seu prestígio em grandes mercados internacionais. O relatório prevê que, ao longo de 2017, haverá uma adesão expressiva de atores negociais às transações com Bitcoin, tanto do lado de consumidores quanto do lado do comércio global e das instituições financeiras. Mas os ataques criminosos devem não só continuar como se intensificarão.

Entre as os riscos associados à circulação dos Bitcoins, a Aker destaca a vulnerabilidade do usuário final, nem sempre plenamente preparado para a custódia segura de seus códigos. Por isso, é comum o roubo de chaves criptográficas e de assinaturas múltiplas, principalmente a partir de ataques DDoS e da infecção por botnets na máquina do usuário.

IoT, carros conectados e a indústria em risco
Diferentemente do que era esperado há dois anos, o avanço da conexão de “coisas” na internet global não está se caracterizando pela banalização de objetos vestíveis (wearables), como óculos inteligentes. O que tem crescido rapidamente é a produção de carros com sistemas de conexão e a integração de itens de uso doméstico (como fechaduras, acionadores multimídia e controladores de luz).

Para 2017, a Aker prevê um ritmo ainda maior para esta tendência tecnológica e aponta o início de um “boom” para a adoção de conexões de objetos em ambientes comercial e industrial.

Na esteira dessa nova tendência, espera-se para 2017 a intensificação da adoção de conexões de objetos, materiais e produtos no ambiente de chão de fábrica, num movimento já classificado como IIoT (Internet Industrial das Coisas ou “Indústria 4.0). O setor hospitalar também desponta como grande usuário de soluções, integrando equipamentos médicos, bases  de dados de pacientes e dispositivos conectados, como pulseiras biométricas e dispensadores portáteis de doses medicinais.

Em função dessas novas brechas, a indústria de segurança deve intensificar a oferta de soluções para a criptografia de tráfego e de arquivos estratégicos e estimular o usuário a proteger suas portas wireless ou físicas com sistemas de detecção e controle de acesso mais eficazes.

O risco por trás das câmeras
A câmera do celular está se posicionando como um elemento disruptivo em inúmeras áreas, do entretenimento à criminalística e ao jornalismo. Em 2017, a quase totalidade dos bancos passará a admitir a abertura de contas correntes a partir de tomadas fotográficas do cliente potencial, de todos os seus documentos e de sua assinatura física, praticamente sem que o usuário necessite digitar uma única linha de texto além de sua senha e outras poucas teclas de resposta.

Este novo modelo de captura, para informações de acreditação jurídica e documentação digital, exige a conjugação de aplicações de segurança e autenticação, como criptografia forte, autenticação de imagens, captura de códigos de imagem (como QR-Code ou código de barras) e análise inteligente de padrões.

Além desses níveis de autenticação, a Aker aponta o surgimento de novas aplicações biométricas, capazes de identificar o padrão de comportamento do usuário, tais como o modo como ele segura o celular, a pressão que usa contra as teclas e a distância com que fotografa um documento.

Nuvem como ambiente natural
A mobilidade e a nuvem são os dois “vetores persistentes” mais significativos de 2017, segundo o relatório Aker. Tal como já vem acontecendo, a Aker vê, como tendência para as aplicações fixas de escritório, o avanço de dispositivos KVM (de “Keyboard, Video and Mouse) conectados à nuvem, substituindo o tradicional PC.

Além disso, está consolidada a predominância (ou a quase exclusividade) do uso remoto de aplicações SaaS (Software como Serviço) ou IaaS (Infraestrutura como Serviço). Esta tendência à virtualização e à concentração dos dados e aplicações em grandes data centers remotos transforma a nuvem cibernética num território promissor para os hackers.

A Aker detecta internacionalmente uma forte movimentação do crime para fortalecer seus ataques a data centers públicos e privados na nuvem, como forma de atingir múltiplos e lucrativos alvos a partir de uma única ação.

Em contrapartida, a indústria de segurança está trabalhando no avanço tecnológico e na popularização dos filtros de tráfego para aplicações em nuvem com uma oferta cada vez mais variada e de custo acessível para os dispositivos WAF (Web Application Firewall).

Guerra cibernética
Embora nunca francamente declarada, a Guerra Cibernética prossegue e se intensifica com escaramuças cada vez mais ruidosas, como as recentes trocas de acusações entre EUA e Rússia, relacionadas a invasões de sites vinculados à corrida eleitoral americana.

Tal como a maior parte dos analistas globais, a Aker detecta uma grande movimentação dos hackers (e de agentes de guerra cibernética dos países) para aprimorar suas ferramentas e táticas de ataque a redes institucionais de países rivais e de grandes empresas estratégicas.

Tecnicamente falando, o alvo preferido para tanto são os sistemas de controle de processo padrão SCADA, usados em infraestrutura pesada (subestações elétricas, siderúrgicas, usinas atômicas etc) e que não foram projetados para resistir ao risco cibernético. Na esteira da guerra cibernética, prevê-se também o crescimento de atividades de cunho político (hacktivismo) e de terrorismo cibernético na rede global.